Depois de viver dias intensos em Lisboa, a escritora brasileira Juranildes Araújo desembarca novamente em solo brasileiro trazendo mais do que livros na mala — carrega lembranças vivas e emocionantes de sua participação na 95ª Feira do Livro de Lisboa, onde lançou sua mais recente obra, A Dona do Olhar Aguçado.
O evento, promovido pela Rede Sem Fronteiras, reuniu autores e autoras de várias partes do mundo, promovendo não apenas o intercâmbio cultural, mas também laços de amizade e partilha literária. Para Juranildes, foi uma experiência marcante, daquelas que ficam para sempre gravadas na memória e no coração.
Logo na chegada a Portugal, ela foi recebida com um jantar de boas-vindas que reuniu dezenas de escritoras, em uma noite de trocas calorosas e acolhimento. “Era como se todas já se conhecessem há muito tempo. Foi uma conexão instantânea”, lembra Juranildes, emocionada.
O ponto alto foi o lançamento do livro no palco principal da feira, também o momento de autógrafo no pavilhão H 39 da Rede Sem Fronteira e no G25 do grupo da distribuidora com a Editora McSil. Na oportunidade a autora falou sobre os bastidores da criação de A Dona do Olhar Aguçado, uma obra que traz à tona temas como intuição feminina, força interior e ancestralidade. A plateia, composta por leitores, colegas escritores e curiosos, ouviu atentamente sua fala carregada de sentimento.
Além das atividades formais da feira, um dos momentos mais especiais foi o piquenique literário realizado em um parque da cidade, onde autoras compartilharam textos, conversas e experiências em meio à natureza. “Foi um encontro de almas”, define a escritora, com os olhos brilhando de alegria.
O evento foi organizado pela Rede Sem Fronteiras, que há anos atua na promoção da literatura lusófona pelo mundo. “Sou profundamente grata à Rede por abrir esse espaço tão necessário para nós, escritoras brasileiras. É mais do que literatura, é resistência cultural”, declarou Juranildes.
De volta ao Brasil, ela se prepara para novos encontros com os leitores e já sonha com os próximos passos de sua trajetória. Mas uma certeza ela traz de Portugal: a literatura é mesmo uma ponte entre mundos, pessoas e sentimentos.
“Volto com o coração cheio. Não só pelo reconhecimento da obra, mas pela energia das pessoas que conheci. Escrever é solitário, mas estar ali, com outras autoras, me fez entender que não estamos sozinhas nessa jornada.”
